17 Agosto 2009

ESTA VIDA NÃO VIVI
Rogério Martins Simões
Romasi
Será que na vida não vive
Quem na vida já viveu?
Ou será que terá vida
Quem nesta vida sofreu.
E eu que morri e que vivo
Dentro do mundo que
passou:
Nos versos que não
morrerão
Após rasgar a vida
Irão lembrar quem chorou
E esta vida não viveu.
1971
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais
I.G.A.P. –
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Processo n.º 2079/09)
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17 Agosto 2009
UMA ETERNIDADE NOS ESPERA…
Rogério Martins Simões
Quando tu e eu saltávamos em andamento,
Numa corrida estreita, para a existência,
Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.
Falávamos em língua redonda,
Imperceptível,
Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.
Éramos nada!
Éramos tudo!
Frequentávamos os mesmos colégios ricos,
Onde a riqueza se media pelo contágio,
Em
resultado das vidas passadas.
Fazíamos parte de um grupo,
Sem forma,
Grande aos sentidos,
E
sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.
Éramos uma luz ténue…
E
procurávamos um brilho permanente.
Entrámos por uma porta estreita
Onde formas sem luz
Reproduziam uma língua quadrada,
Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,
Que tivemos de aprender.
Estamos a ficar cansados!
Não importa…
Tomámos o caminho recto e certo
E
partiremos na luz…
Falta pouco meu amor.
Uma eternidade nos espera…
Lisboa, 30 de Abril de 2009
(Registado no
Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das
Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
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9 Junio 2009
Vídeo de Misteriosa do Brasil, música de Ernesto Cortazar, poema de Rogério Martins Simões
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9 Junio 2009

DEGAS
La chica baila?
Rogério Martins Simões
(Traducción Maria Elena Sancho)
Mí madre que a pasar conmigo
Paso los días a cuidar del ganado
Pide a la señora del Bonfim
Que me arregle un buen noviazgo.
Mí madre quedase bien así?
Duché el río en mí cuerpo ya creado
No pongo cambray! Pongo satén
Senos carmines y cuerpo rosado
Mí madre si yo me voy a bailar
No necesito tú chal o mantón)
Mí madre! voy a tener cuidado
Verdor de rosa, clavo y alecrín
Mí madre reza por mí
Pues que no tengo novio!
La chica baila? Vamos a bailar?
Arreglo el paso! Salta la pasión
Me mira los senos, los tapo con la mano
Quieres noviar? vamos a noviar!
Apreta, abraza, suena el corazón
Somos los reyes de la fiesta: linda pareja!
Sube el compás, cubro con la mano
Quieres noviar? Vamos a noviar!
El tiempo pasa, sólo la recordación:
Cómo te llamas? Quieres casarte conmigo?
Se apagó la luz, la noche y el lunar
La señora baila? Ahora no...
Mí madre quedase bien así?
Duché el río en mí cuerpo ya creado
Pongo cambray! No pongo satén
Senos carmines y cuerpo cansado.
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
Poemas de amor e dor
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8 Junio 2009

DESAFIO AO POETA
Rogério Martins Simões
Iniciámos juntos a caminhada.
Proclamámos versos ao sol-pôr.
Percorria um violino a estrada,
E soltava uma canção de amor.
Acendi nos anos todas as velas…
Não consigo disfarçar a ventura.
Enfeitava teus cabelos na loucura
Se te visse voltarias às estrelas…
Esvoaçaram pérolas de violetas,
Manhãs de sol, chuva e Primavera.
Cresceram nos canteiros borboletas
Se te ler nos olhos serás quimera…
Olhei a manhã ver se não te via.
Seguias os teus passos paralelos.
Trago meiguice nos meus desvelos.
Recordo em ti versos e alquimia.
Não te sei sentir indiferente.
Ocupa-me agora com o olhar.
Cego, não te irei olhar de frente,
Resta o violino para recordar.
Dança! Agora, vamos dançar.
Melodia inacabada… clave de sol.
Não te podia ver! Se te ver irei corar
Esvoaçam versos em girassol….
Lisboa, 03-04-2007 22:52:51
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
POEMAS DE AMOR E DOR
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