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La Coctelera
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Esta vida não vivi




ESTA VIDA NÃO VIVI


Rogério Martins Simões


Romasi


 


Será que na vida não vive


Quem na vida já viveu?


Ou será que terá vida


Quem nesta vida sofreu.


E eu que morri e que vivo


Dentro do mundo que
passou:


Nos versos que não
morrerão


Após rasgar a vida


Irão lembrar quem chorou


E esta vida não viveu.


 


1971

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais
I.G.A.P. –

NO_CONTEXT="PROCESSO 2079/09" w:st="on">
Processo n.º 2079/09
)




http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt


 

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Uma eternidade nos espera!


UMA ETERNIDADE NOS ESPERA…


Rogério Martins Simões

 


Quando tu e eu saltávamos em andamento,


Numa corrida estreita, para a existência,


Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.

 


Falávamos em língua redonda,


Imperceptível,


Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.


Éramos nada!


Éramos tudo!


Frequentávamos os mesmos colégios ricos,


Onde a riqueza se media pelo contágio,

Em
resultado das vidas passadas.

 


Fazíamos parte de um grupo,


Sem forma,


Grande aos sentidos,

E
sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.


Éramos uma luz ténue…

E
procurávamos um brilho permanente.

 


Entrámos por uma porta estreita


Onde formas sem luz


Reproduziam uma língua quadrada,


Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,


Que tivemos de aprender.

 


Estamos a ficar cansados!


Não importa…


Tomámos o caminho recto e certo

E
partiremos na luz…

 


Falta pouco meu amor.


Uma eternidade nos espera…

 


Lisboa, 30 de Abril de 2009

(Registado no
Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das
Actividades Culturais I.G.A.C. –


Processo n.º 2079/09
)

 

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Uma eternidade nos espera!

Vídeo de Misteriosa do Brasil, música de Ernesto Cortazar, poema de Rogério Martins Simões

 

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La chica baila?

 

DEGAS

La chica baila?

Rogério Martins Simões

(Traducción Maria Elena Sancho)

  

Mí madre que a pasar conmigo

Paso los días a cuidar del ganado

Pide a la señora del Bonfim

Que me arregle un buen noviazgo.

 

Mí madre quedase bien así?

Duché el río en mí cuerpo ya creado

No pongo cambray! Pongo satén

Senos carmines y cuerpo rosado

 

Mí madre si yo me voy a bailar

No necesito tú chal o mantón)

Mí madre! voy a tener cuidado

 

Verdor de rosa, clavo y alecrín

Mí madre reza por mí

Pues que no tengo novio!

 

La chica baila? Vamos a bailar?

Arreglo el paso! Salta la pasión

Me mira los senos, los tapo con la mano

Quieres noviar? vamos a noviar!

 

Apreta, abraza, suena el corazón

Somos los reyes de la fiesta: linda pareja!

Sube el compás, cubro con la mano

Quieres noviar? Vamos a noviar!

 

El tiempo pasa, sólo la recordación:

Cómo te llamas? Quieres casarte conmigo?

Se apagó la luz, la noche y el lunar

La señora baila? Ahora no...

 

Mí madre quedase bien así?

Duché el río en mí cuerpo ya creado

Pongo cambray! No pongo satén

Senos carmines y cuerpo cansado.

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 Poemas de amor e dor

 http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt

 

 

 

 

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Desafio ao poeta

 

DESAFIO AO POETA

Rogério Martins Simões

 

Iniciámos juntos a caminhada.

Proclamámos versos ao sol-pôr.

Percorria um violino a estrada,

E soltava uma canção de amor.

 

Acendi nos anos todas as velas…

Não consigo disfarçar a ventura.

Enfeitava teus cabelos na loucura

Se te visse voltarias às estrelas…

 

Esvoaçaram pérolas de violetas,

Manhãs de sol, chuva e Primavera.

Cresceram nos canteiros borboletas

Se te ler nos olhos serás quimera…

 

Olhei a manhã ver se não te via.

Seguias os teus passos paralelos.

Trago meiguice nos meus desvelos.

Recordo em ti versos e alquimia.

 

Não te sei sentir indiferente.

Ocupa-me agora com o olhar.

Cego, não te irei olhar de frente,

Resta o violino para recordar.

 

Dança! Agora, vamos dançar.

Melodia inacabada… clave de sol.

Não te podia ver! Se te ver irei corar

Esvoaçam versos em girassol….

 

Lisboa, 03-04-2007 22:52:51

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 POEMAS DE AMOR E DOR

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